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domingo, 12 de setembro de 2010

BENTO XVI: "BISPOS DE BAHIA E SERGIPE DEVEM BUSCAR CATÓLICOS AFASTADOS"

Ao receber o grupo de bispos brasileiros do Regional Nordeste 3 da CNBB em visita ad limina, o Papa Bento XVI pediu aos prelados que não poupem “esforços em busca dos católicos que se afastaram e daquelas pessoas que sabem pouco ou nada sobre a mensagem evangélica” para oferecer-lhes um encontro pessoal com Cristo. O esperado encontro em grupo dos 28 bispos teve início com o discurso de saudação dirigido ao Santo Padre pelo Bispo de Itabuna e Presidente do Regional, Dom Ceslau Stanula.

Ante os prelados do regional que inclui os estados da Bahia e Sergipe, o Papa recordou que "foi e continua sendo fundamental na constituição da identidade do povo brasileiro caracterizada pela convivência harmônica entre pessoas vindas de diferentes regiões e culturas. Mas embora os valores da fé católica tenham moldado os corações e as mentes dos brasileiros, hoje se observa uma crescente influencia de novos elementos na sociedade que há umas décadas atrás eram virtualmente desconhecidos”.

“Isto provoca um abandono consistente de muitos católicos da vida da igreja ou inclusive da Igreja, enquanto no panorama religioso do Brasil se assiste a uma rápida expansão das comunidades evangélicas e neo-pentecostais", indicou.

"Em certo sentido as razões que estão na raiz do êxito destes grupos são um sinal da difundida sede de Deus entre o vosso povo. É também um indício de uma evangelização, a nível pessoal, às vezes superficial; de fato, os batizados não suficientemente evangelizados são facilmente influenciáveis, pois possuem uma fé fragilizada e muitas vezes baseada num devocionismo ingênuo, embora, como disse, conservem uma religiosidade inata.”, assinalou o Pontífice.

“Neste contexto, é necessário, em primeiro lugar, que a Igreja Católica no Brasil se comprometa em uma nova evangelização, que não poupe esforços em busca dos católicos que se afastaram e daquelas pessoas que sabem pouco ou nada sobre a mensagem evangélica, levando-os a um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e ativo em sua Igreja”, assinalou.

“Com o crescimento de novos grupos que se dizem seguidores de Cristo, ainda que divididos em diversas comunidades e confissões, faz-se mais imperioso, da parte dos pastores católicos, o compromisso de estabelecer pontes de contato através de um sadio diálogo ecumênico na verdade”.
“Tal esforço é necessário, antes de qualquer coisa, porque a divisão entre os cristãos está em contraste com a vontade do Senhor de que «todos sejam um»“, explicou Bento XVI.

O Santo Padre sublinhou que "a falta de unidade é causa de escândalo que acaba por minar a credibilidade da mensagem cristã proclamada na sociedade. E hoje, sua proclamação, é possivelmente ainda mais necessária que há alguns anos atrás, já que existe uma influência cada vez mais negativa do relativismo intelectual e moral na vida das pessoas".

Referindo-se aos numerosos obstáculos na busca da unidade dos cristãos, o Papa recordou que "deverá ser rechaçada uma visão errônea do ecumenismo que leva a um certo indiferentismo doutrinal, que busca nivelar, em um irenismo acrítico, todas as 'opiniões' em uma espécie de relativismo eclesiológico. Ao mesmo tempo, existe o desafio da multiplicação incessante de novos grupos cristãos, alguns dos quais fazem uso de um proselitismo agressivo, o qual demonstra que o panorama do ecumenismo segue sendo muito diferente e confuso".

O Santo Padre alentou os bispos a seguirem esforçando-se no "diálogo com as igrejas e comunidades eclesiásticas que pertencem ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, que com iniciativas como a Campanha da Fraternidade Ecumênica ajudam a promover os valores do Evangelho na sociedade brasileira".

"O diálogo entre os cristãos é um imperativo atualmente e uma opção irreversível da Igreja. Como recorda o Concílio Vaticano II, o coração de todos os esforços pela unidade deve ser a oração, a conversão e a santificação da vida", disse o Papa.

Finalmente, sublinhou que "corresponde aos pastores a obediência à vontade do Senhor, promovendo iniciativas concretas, livres de todo reducionismo conformista, mas realizadas com sinceridade e realismo, com paciência e perseverança, que brotam da fé na ação providencial do Espírito Santo". (FONTE:www.acidigital.com)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mais de 60 mil coroinhas na Praça de São Pedro com o Santo Padre

Ao presidir a Audiência Geral, de 04 de agosto, na Praça de São Pedro em meio de um grande ambiente de festa e ante uma multidão de fiéis entre os que se encontravam mais de 60 mil coroinhas provenientes de diversos países da Europa, o Papa Bento XVI explicou através do testemunho do jovem mártir São Tarcisio, que a "Eucaristia é o maior dom que Jesus nos deixou".

Em sua habitual catequese, que pronunciou em alemão devido à majoritária presença de crianças e jovens que falam esta língua, o Santo Padre recordou a época em que ele foi também um coroinha e agradeceu a todos os que fizeram possível este encontro com ele.

Seguidamente expressou sua grande alegria pelo ambiente festivo que se deu na Praça de São Pedro e explicou como a vida do patrono dos coroinhas, São Tarcisio, de quem abençoou uma imponente estatua de cinco metros de altura que será colocada nas catacumbas de São Calixto, é um exemplo e um chamado para aqueles que ajudam na Missa e "para quem deseja seguir a Jesus mais de perto através da vida sacerdotal, religiosa e missionária".

"Que todos possam olhar para este jovem valente e forte e renovar assim o esforço pela amizade com o Senhor mesmo para aprender a viver sempre com Ele seguindo o caminho que nos indica com sua Palavra e o testemunho de tantos Santos e mártires, dos quais, por meio do Batismo, nos convertemos em irmãos e irmãs", alentou.

Seguidamente Bento XVI relatou como São Tarcisio entregou sua vida por defender a Eucaristia que levava, à sua curta idade, obstinada a seu peito para os que a esperavam, antes que permitir que fosse profanada por um grupo de jovens pagãos que o golpearam até morrer. "Morrerei antes que entregá-la", prometeu Tarcisio ao sacerdote que finalmente aceitou que o pequeno cristão levasse o Corpo de Cristo.

"Queridos amigos e coroinhas, o testemunho de São Tarcisio e esta bela tradição nos ensinam o profundo amor e a grande veneração que devemos ter para a Eucaristia: é um bem precioso, um tesouro cujo valor não se pode medir, é o Pão da vida, é Jesus mesmo que se faz alimento, apoio e força para nosso caminho de cada dia e caminho aberto para a vida eterna, é o maior dom que Jesus nos deixou", explicou o Papa.

Falando logo com todos os coroinhas do mundo, Bento XVI exortou a "servir com generosidade a Jesus presente na Eucaristia. Esta é uma tarefa importante, que os permite estar particularmente próximos ao Senhor e crescer em uma amizade verdadeira e profunda com Ele. Custodiem zelosamente esta amizade em seu coração como São Tarcisio, prontos a esforçar-se, a lutar e a dar a vida para que Jesus chegue a todos os homens".

"Cada vez que ajudam no altar, têm a fortuna de assistir o grande gesto de amor de Deus, que segue doando-se a cada um de nós, estando próximo, nos ajudando, dando-nos força para viver bem. Com a consagração –vocês sabem– esse pequeno pedaço de pão se converte no Corpo de Cristo, e esse vinho se converte em Sangue de Cristo".

Depois de indicar que com sua ajuda o sacerdote pode fazer presente a Cristo no meio do mundo, o Papa Bento recordou que por esta importante tarefa, Deus "não deixará de recompensá-los, dando-lhes a alegria verdadeira e fazendo-lhes sentir onde está a felicidade mais plena. São Tarcisio nos mostrou que o amor pode levar inclusive até o dom da vida por um bem autêntico, pelo verdadeiro bem, pelo Senhor".

Logo depois de comentar que "provavelmente a nós não nos seja pedido o martírio", o Senhor nos anima a viver "a fidelidade nas pequenas coisas, no recolhimento interior, a participação interior, nossa fé e o esforço por fazer presente este tesouro na vida de cada dia".

Finalmente o Papa fez votos para que nesta tarefa estejam acompanhados pelo Santo Cura D’Ars, São João Maria Vianney, a quem a Igreja recorda hoje, e São Tarcisio, para que eles "nos ajudem a amar a Jesus e cumprir sua vontade como fez a Virgem Maria, fiel ao seu Filho até o fim". (fonte: www.acidigital.com)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Bento XVI: "O ar saudável do Espirito é o amor"


No domingo passado, dia 31 de maio, o Papa Bento XVI presidiu a Missa pela solenidade de Pentecostes na Basílica de São Pedro. Em sua homilia pediu aos fiéis procurar o ar puro que necessitam frente a “contaminação do coração e do espírito que envenena a vida espiritual". O Papa falou dos sinais do Pentecostes, que rememora a chegada do Espírito Santo sobre a Maria e os apóstolos no Cenáculo de Jerusalém em forma de "vento impetuoso" e "línguas de fogo".

Bento XVI afirmou que "o Espírito Santo supõe, para a vida espiritual, o mesmo que o ar para a vida biológica, e do mesmo modo que existe uma contaminação atmosférica que envenena o ambiente e os seres vivos, existe uma contaminação do coração e do espírito que envenena a vida espiritual".

Como exemplo de "produtos poluentes da mente e o coração", mencionou "as imagens que tornam um espetáculo o prazer, a violência ou o desprezo do homem ou da mulher", e sublinhou "a importância de respirar ar puro, já seja o ar físico com os pulmões, ou o ar espiritual com o coração, o ar saudável do espírito que é o amor".

Fazendo referência à imagem do fogo, o Papa assinalou que "o ser humano, fazendo-se com as energias do cosmos -o "fogo"- parece que se crê como Deus e que quer transformar o mundo excluindo, deixando a um lado ou inclusive rechaçando ao Criador do universo. O ser humano não quer ser imagem de Deus, mas sim de si mesmo; declara-se autônomo, livre, adulto".

"Nas mãos de uma pessoa assim -continuou-, o "fogo" e suas enormes potencialidades chegam a ser perigosas: podem voltar-se contra a vida e a mesma humanidade, como demonstra, por desgraça, a história. Como advertência perene estão as tragédias da Hiroshima e Nagasaki, onde a energia atômica, utilizada para fins bélicos, terminou por semear a morte em proporções inauditas".

O Santo Padre explicou que os apóstolos venceram o medo quando receberam o Espírito Santo no dia de Pentecostes. "Não tinham nenhum temor -afirmou- porque se sentiam nas mãos do mais forte". Neste contexto, assegurou que "o Espírito de Deus, onde entra, afasta o medo; faz-nos conhecer e sentir que estamos nas mãos de uma Onipotência de amor: independentemente do que aconteça, seu amor infinito não nos abandona.

"Isto é demonstrado -terminou- pelo testemunho dos mártires, a valentia dos confessores da fé, o impulso intrépido dos missionários, a franqueza dos pregadores, o exemplo de todos os Santos, inclusive alguns adolescentes e crianças. Demonstra-o a existência mesma da Igreja, que apesar dos limites e culpas dos seres humanos, segue atravessando o oceano da história, impulsionada pelo sopro de Deus e animada por seu fogo purificador".

(Fonte: acidigital)