terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mais de 60 mil coroinhas na Praça de São Pedro com o Santo Padre

Ao presidir a Audiência Geral, de 04 de agosto, na Praça de São Pedro em meio de um grande ambiente de festa e ante uma multidão de fiéis entre os que se encontravam mais de 60 mil coroinhas provenientes de diversos países da Europa, o Papa Bento XVI explicou através do testemunho do jovem mártir São Tarcisio, que a "Eucaristia é o maior dom que Jesus nos deixou".

Em sua habitual catequese, que pronunciou em alemão devido à majoritária presença de crianças e jovens que falam esta língua, o Santo Padre recordou a época em que ele foi também um coroinha e agradeceu a todos os que fizeram possível este encontro com ele.

Seguidamente expressou sua grande alegria pelo ambiente festivo que se deu na Praça de São Pedro e explicou como a vida do patrono dos coroinhas, São Tarcisio, de quem abençoou uma imponente estatua de cinco metros de altura que será colocada nas catacumbas de São Calixto, é um exemplo e um chamado para aqueles que ajudam na Missa e "para quem deseja seguir a Jesus mais de perto através da vida sacerdotal, religiosa e missionária".

"Que todos possam olhar para este jovem valente e forte e renovar assim o esforço pela amizade com o Senhor mesmo para aprender a viver sempre com Ele seguindo o caminho que nos indica com sua Palavra e o testemunho de tantos Santos e mártires, dos quais, por meio do Batismo, nos convertemos em irmãos e irmãs", alentou.

Seguidamente Bento XVI relatou como São Tarcisio entregou sua vida por defender a Eucaristia que levava, à sua curta idade, obstinada a seu peito para os que a esperavam, antes que permitir que fosse profanada por um grupo de jovens pagãos que o golpearam até morrer. "Morrerei antes que entregá-la", prometeu Tarcisio ao sacerdote que finalmente aceitou que o pequeno cristão levasse o Corpo de Cristo.

"Queridos amigos e coroinhas, o testemunho de São Tarcisio e esta bela tradição nos ensinam o profundo amor e a grande veneração que devemos ter para a Eucaristia: é um bem precioso, um tesouro cujo valor não se pode medir, é o Pão da vida, é Jesus mesmo que se faz alimento, apoio e força para nosso caminho de cada dia e caminho aberto para a vida eterna, é o maior dom que Jesus nos deixou", explicou o Papa.

Falando logo com todos os coroinhas do mundo, Bento XVI exortou a "servir com generosidade a Jesus presente na Eucaristia. Esta é uma tarefa importante, que os permite estar particularmente próximos ao Senhor e crescer em uma amizade verdadeira e profunda com Ele. Custodiem zelosamente esta amizade em seu coração como São Tarcisio, prontos a esforçar-se, a lutar e a dar a vida para que Jesus chegue a todos os homens".

"Cada vez que ajudam no altar, têm a fortuna de assistir o grande gesto de amor de Deus, que segue doando-se a cada um de nós, estando próximo, nos ajudando, dando-nos força para viver bem. Com a consagração –vocês sabem– esse pequeno pedaço de pão se converte no Corpo de Cristo, e esse vinho se converte em Sangue de Cristo".

Depois de indicar que com sua ajuda o sacerdote pode fazer presente a Cristo no meio do mundo, o Papa Bento recordou que por esta importante tarefa, Deus "não deixará de recompensá-los, dando-lhes a alegria verdadeira e fazendo-lhes sentir onde está a felicidade mais plena. São Tarcisio nos mostrou que o amor pode levar inclusive até o dom da vida por um bem autêntico, pelo verdadeiro bem, pelo Senhor".

Logo depois de comentar que "provavelmente a nós não nos seja pedido o martírio", o Senhor nos anima a viver "a fidelidade nas pequenas coisas, no recolhimento interior, a participação interior, nossa fé e o esforço por fazer presente este tesouro na vida de cada dia".

Finalmente o Papa fez votos para que nesta tarefa estejam acompanhados pelo Santo Cura D’Ars, São João Maria Vianney, a quem a Igreja recorda hoje, e São Tarcisio, para que eles "nos ajudem a amar a Jesus e cumprir sua vontade como fez a Virgem Maria, fiel ao seu Filho até o fim". (fonte: www.acidigital.com)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

FESTA DE NOSSA SENHORA APARECIDA 2010

O Santuário Nacional já está empenhado nos preparativos da festa da rainha e Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. O tema geral deste ano é “Sob o olhar da Senhora Aparecida caminhamos com Jesus”.

Dentro desse tema, durante a novena serão refletidos temas diferentes, que remetem ao tema geral.

No caso deste ano, o tema leva à reflexão do olhar de Maria sobre seus filhos.
Segundo o reitor do Santuário, padre Rodrigo Arnoso, Maria é o olhar que desperta, ilumina, liberta, transforma, salva, cura, intercede e protege.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Concílio Ecumênico de Èfeso - Resumo

Convocado pelo Imperador Teodósio II, o Concilio de Èfeso (431), teve como pauta principal o modo em que a humanidade e a divindade de Jesus Cristo se relacionam, a questão era: qual foi a maneira de Jesus Cristo vir ao mundo? Qual foi a sua natureza na encarnação? O termo de convergência de Èfeso foi “Theótokos”, termo aplicado a Maria e significando “mãe de Deus/genitora de Deus”.
A distinção entre natureza permitiu á Igreja explicar e afirmar a relação de pessoas na Santíssima trindade. Mas, apesar dos credos aprovados em Nicéia e Constantinopla não tinham terminado as especulações em torno da Pessoa de Jesus Cristo. A questão agora era aplicada a outro mistério de fé: como podia Jesus Cristo ser, ao mesmo tempo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem? Alguns como Nestório, então Patriarca de Constantinopla, pensavam que a resposta era que Cristo deveria ser duas pessoas bastante diferente, o divino Filho de Deus e o filho meramente humano de Maria. Desta forma, era errado chamar Maria de mãe de Deus (Theótokos). Esse pensamento de Nestório já tinha sido condenado anteriormente pelo Papa a pedido de seu opositor Cirilo, Patriarca de Alexandria, que “superando todas as formalidades, abriu o Concílio no dia 22 de junho de 431, que proclama a legitimidade do título ‘Theotokos’ e destitui Nestório, ausente. Essa primeira sessão do concilio conclui-se com uma grande manifestação popular” (1998, p.199). Depois desse ato, aconteceram varias idas e vindas de pensamentos em relação ao credo na pessoa de Jesus e o título Theotokos com relação a Maria. Até que declaram “ o duplo nascimento de Cristo , de Deus Pai e de Maria, e, por isso, a sua dupla consubstancialidade com Deus e com o homem; reconhecia também que na encarnação produziu-se a união das duas naturezas, sem confusão, e que por força dessa união Maria pode ser chamada de ‘mãe de Deus’ (1995, p.85).
Portanto foi através desse concilio que Maria é verdadeiramente mãe de Deus: doutrina que está no seio e no ensinamento da Igreja, ontem e hoje, fato este que justifica a devoção sempre crescente a santa mãe de Jesus, homem Deus. Outros dois destaque de Èfeso foi: condenou o pelagianismo, de Pelágio, que negava os efeitos do pecado original e condenou o messalianismo, que apregoava uma total apatia ou uma moral indiferentista.
Paz e Bem! Frei Gilton, OFMCap.
Proximo: Concílio Ecumênico de Calcedônia.
BIBLIOGRAFIA
ALBERIGO, Giuseppe. História dos Concílios Ecumênicos. São Paulos: Paulus, 1995.
ALBION, Gordon. A história da Igreja. Rio de Janeiro: Renes, 1969. (volume 3).
PIERINI, Franco. A idade antiga: curso de historia da Igreja I. São Paulo: Paulus, 1998.