terça-feira, 30 de setembro de 2008

São Francisco e a natureza

NOVENA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS.
EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO. Amém!
REFLEXÃO FEITA POR FREI LUCIANO MARTINS (FOTO) .


NAVEGADORES,
PAZ E BEM!
Falar de São Francisco, automaticamente estamos falando da natureza. Francisco de Assis foi um homem apaixonado pela obra da criação em todos os seus aspectos e elementos que a compõem. Ele louvava a Deus por todas as criaturas e a chamava de Irmão ou Irmã. Pois, ele não preservava a natureza por interesses pessoais, mais sim, por que ela é boa por si só. Isto é, Francisco não gostava, não amava uma árvore frutífera por causa de seus frutos ou até mesmo por causa de sua sombra, porém amava porque ela é um ser vivo criado pelo Autor da vida. Sendo assim, Francisco ainda compreendia a linguagem dos animais, ou podemos afirmar que também os animais compreendiam a linguagem de Francisco.
Entretanto, meus amados irmãos, a essa altura do campeonato, devemos trazer em todos os instantes de nossas vidas, o pensamento franciscano para uma consciência ecológica. Porque os eventos climáticos que nosso planeta vem sofrendo, são claros sinais que a natureza está passando por profundas transformações. Tudo isso devido à ação do homem para com a criação de Deus, aumentando a escassez de água e fazendo com que milhões de pessoas enfrentem falta de alimento no mundo. Assim sendo, é preciso percebermos a importância do cuidado com a natureza (humanidade) pois, sem ela, a paz cada vez mais se distanciará de nós.
Destarte, ter cuidado com a obra de Deus (natureza) é ter amor e preocupação como fez nosso Pai Seráfico, um cuidado especial pelo cosmo. Sabemos que o mundo moderno caminha para o caos e só o cuidado para com ele pode impedir esse fim. Quanto mais a Tecnologia é desenvolvida mais o individualismo se estabelece e com ele o descuidado com a natureza. É preciso um cuidado especial ao nosso planeta, ao futuro da criação iniciada por Deus, algo que São Francisco soube fazer muito bem.
Segundo Leonardo Boff “se faz jus uma alfabetização ecológica a partir, da revisão de hábitos de consumo, desenvolvendo assim uma ética do cuidado com a natureza”. Compreende-se que o cuidado com o nosso planeta é necessário, esse cuidado deve perpassar todos os níveis, individual e coletivo, racional e emocional, internacional, nacional ou local, senão acabaremos com a Mãe Natureza. Não podemos calar diante dos ataques que a natureza sofre, essa natureza tão bela deixada por Deus. Todavia, essa conscientização deve partir de cada um de nós, cidadãos católicos e acima de tudo, devotos de São Francisco.
Paz e Bem! Frei Luciano Martins.
Oração do sexto dia
Maravilhoso pai São Francisco, modelo da perfeição, que ocupais no céu o lugar mais elevado que perdeu o mais alto dos anjos decaídos, velai por vossos filhos e devotos e fazei que obtenham sempre as misericórdias do Senhor com vossa amável benção. Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
BENÇÃO
O Senhor te abençõe e te guarde. Amém!O Senhor te mostre seu rosto e tenha misericórdia de ti. Amém!Volte o Senhor o Vosso rosto até vós e te conceda a paz! Amém!O Senhor vos abençõe, Ele que é Pai, Filho e Espirito Santo, Amém

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A mística franciscana da cruz

NOVENA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS.
EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO. Amém!
REFLEXÃO FEITA POR FREI MÁRIO SÉRGIO (FOTO) .
Não há beleza nenhuma na cruz. Não há poesia, nem romantismo. Há, sim, dor, humilhação, sofrimento e morte. A cruz é a negação da vida. É o fruto da maldade do coração humano, incapaz de encontrar meios de punição que regenerem o criminoso e o re-insira no seio da sociedade curado. A cruz se torna, por assim dizer, a descrença na capacidade de mudança de vida da pessoa. Como não sei conviver, compreender e escutar o grito do outro, é melhor colocá-lo numa cruz, isto é, matar!
A crueldade da cruz foi experimentada, paradoxalmente, pelo próprio Deus, que é Santo, Santo, Santo. Ao que nos parece, cai por terra o argumento desse Deus. Onde está sua Onipotência? Para aonde foi sua Divindade? Como se esvaiu a sua força? Só nos resta dizer, ou pensar: Ele fracassou! Muitas vezes, a decepção dos discípulos de Emaús é a nossa também... A fuga dos Apóstolos, na hora do Calvário é o nosso medo também... A cruz nos assusta! Escândalo para uns, loucura para outros.
Mas, a Palavra de Deus, revelada, ilumina as trevas da nossa mente e abre o nosso coração ao entendimento desse mistério. “Ele, existindo em forma divina, não considerou como presa a agarrar o ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a condição de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano. E encontrado em aspecto humano, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte – e morte de cruz!” (Fl 2, 6-11). Então, compreendemos que a cruz é fruto da encarnação do Verbo! É a descida do Criador a experimentar verdadeiramente a criaturalidade. Ele não brincou de ser pessoa, mas o foi em sua plenitude, exceto no pecado. A cruz, agora, deixa tde ser o instrumento do suplício e torna-se o altar do sacrifício do Cordeiro, que ao derramar seu preciosíssimo sangue, lavou a humanidade ferida pela morte. Portanto, contemplar a cruz nos dá várias certezas, dentre elas: o amor de Deus por nós beirou a loucura, o escândalo e o absurdo, mergulhando no abismo da morte e da dor, por cada um de nós; e que a obediência de Jesus ao Pai foi radical, verdadeira e salvadora.
São Francisco de Assis entendeu, ao longo de seu discernimento, essa mensagem gritante da cruz! A cruz o seduziu de uma maneira tão forte, que ele dizia: a paixão de Jesus eu vou chorar sempre. O impacto da cruz como prova de amor, de pobreza, de humilhação, de minoridade, de serviço, deixou atordoado o pobrezinho de Assis. Foi no encontro de Francisco com a cruz que nasceu o carisma franciscano. Francisco, perfeito imitador do Cristo, conformou a sua vida aos sofrimentos e às dores da paixão do Senhor. A certeza de Francisco na salvação pela cruz era tão forte que ele disse no testamento: “Nós vos adoramos (...) porque pela vossa santa cruz remistes o mundo”. (Test. 4-5). A cruz, para ele, tornou-se a fonte mais genuína da verdadeira e perfeita alegria. A mística da cruz para Francisco é esta: a expressão máxima da dor e do sofrimento, e a mais eloqüente e sublime prova de amor!
O amor do pobrezinho de Assis pela cruz foi tão intenso e verdadeiro, que o Crucificado se dignou imprimir-lhe suas chagas. O amor de Francisco atingiu o seu ápice com os santos estigmas! A cruz não estava, doravante, fora dele, mas cravada na sua carne. Por isso, Francisco rezava com gemidos inefáveis: Meu Deus e meu Tudo! Em louvor de Cristo. Amém.
Paz e Bem! Frei Mário Sérgio.
Quinto Dia
Pacientíssimo pai São Francisco, Serafim abrasado e amante da cruz, que fostes favorecido por Jesus com a impressão das Sagradas Chagas em vosso corpo, alcançando-me que leve incessantemente a cruz e tenha frutos dignos de penitência. Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
BENÇÃO
O Senhor te abençõe e te guarde. Amém!O Senhor te mostre seu rosto e tenha misericórdia de ti. Amém!Volte o Senhor o Vosso rosto até vós e te conceda a paz! Amém!O Senhor vos abençõe, Ele que é Pai, Filho e Espirito Santo, Amém

domingo, 28 de setembro de 2008

O amor aos pobres: um jeito franciscano de ser.

NOVENA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS.
EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO. Amém!

REFLEXÃO FEITA POR FREI FRANCISCO CARLONI (DA FOTO)
A vida franciscana começa com amor aos pobres; com São Francisco dando-lhes esmolas abundantes, trocando suas roupas preciosas pelos farrapos dos pobres, na frente da Igreja de São Pedro em Roma, trocando seu cavalo e suas armas com um cavalheiro pobre. Tudo isso para ir experimentado a convivência com os pobres e para assumir a vida deles. Foi nesse caminho que São Francisco descobriu a pessoa de Jesus no mais pobre: o leproso, como o próprio santo dá testemunho no testamento, “foi assim que o Senhor me concedeu mim, frei Francisco iniciar uma vida de penitencia: como estivesse em pecado parecia de veras insuportável olhar para leprosos. E o Senhor mesmo me conduziu entre eles e eu tive misericórdia com eles. E enquanto me retirava deles, justamente o que antes me parecia amargo se me converteu em doçura da alma e do corpo. E depois disso demorei só bem pouco e abandonei o mundo”. (Tes. Cap. 1º).

Foi o encontro e a vitória marcante de sua vida. O Senhor quebrou uma grande barreira em sua vida: o fez amigo dos pobres e leprosos. E quando o Senhor lhe deu irmãos, ele os levou no meio destes novos amigos, para celebrar com eles o encontro, a partilha, a amizade, a reconciliação. Dizia uma irmã: “pobre é a coqueluche do momento”. Guiados por esse pai, uma multidão de irmãos e irmãs ficou com essa doença, perpassando toda história da vida franciscana: com Santo Antonio o pai do pão dos pobres; com Isabel da Hungria que servia os pobres e doentes de joelhos; com os primeiros Capuchinhos que construíam seus “lugares” aonde tinham doentes de peste; com São Francisco Maria de Camporosso, que ao pedir esmola para os pobres foi cuspido no rosto, e respondeu: isso é para mim e para os pobres o que você me dá?; com nossa irmã Dulce que começa uma grande obra cuidando dos pobres em um galinheiro e que agora se tornou o hospital que acolhe os pobres com dignidade e amor.
Portanto, é esse o jeito franciscano de ser impresso no corpo e no coração de muitos irmãos, que no anonimato continua essa história de amor.
Paz e Bem! Frei Francisco Carloni.


ORAÇÃO DO QUARTO DIA

Santíssimo pai São Francisco, imitador do Filho de Deus e copia exata de Jesus, que pelos copiosos dons de graça que haveis recebido e por vossa semelhança ao Divino Redentor sois chamado novo Cristo, fazei que imite vossos exemplos para copiar mais exatamente a Jesus, Divino modelo dos predestinados. Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.


BENÇÃO
O Senhor te abençõe e te guarde. Amém!O Senhor te mostre seu rosto e tenha misericórdia de ti. Amém!Volte o Senhor o Vosso rosto até vós e te conceda a paz! Amém!O Senhor vos abençõe, Ele que é Pai, Filho e Espirito Santo, Amém