domingo, 30 de setembro de 2007

6ª - As Marcas do Crucificado em São Francisco de Assis.


Analisando a biografia de São Francisco, podemos notar que foi um homem de intensa oração, buscando no mais profundo do seu coração imitar o Cristo Crucificado. Talvez, no início, não tinha essa idéia clara no seu coração, quando se confundiu com o pedido de Deus “Francisco não vês que a minha Igreja está em ruínas”? No início ele não entendeu, pensando que era a igreja de pedra, mas logo compreendeu, que era a igreja povo.
Partindo para uma missão árdua e fervorosa juntamente com os seus irmãos, Francisco procura vivenciar cada vez mais, o Evangelho de Cristo dizendo: “é isso que eu quero, é isso que eu procuro e é isso que eu desejo de todo o meu coração”. Tamanha era a certeza de São Francisco de vivenciar os mistérios de Jesus.
Francisco procurava cada vez mais a oração, contemplava o Cristo a ponto de chorar a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e isto, estimulavam os seus irmãos a segui-lo com muita simplicidade e devoção. A cada momento que Francisco ouvia pronunciar o nome de Deus, era como se sua vida irradiasse por tamanha alegria, que ele mesmo não conseguia explicar.
O amor que o Seráfico de Assis sentia era tão grande, que renunciou os seus próprios prazeres em vista do Reino de Deus. A profundidade do amor de São Francisco está no Cristo crucificado. Passava dias orando diante do crucifixo contemplando-o, para compreender os mistérios de Cristo.
O seu lugar preferido de oração era o Monte Alverne. Onde ficava com a natureza e as criaturas, na qual via a presença do Divino. A misticidade de Francisco, contagiava a todos que os conheciam. Contemplava de tal forma o Cristo, que se identificando com ele.
A sua identificação com o Cristo fez com que recebessem as marcas do crucificado no seu corpo, por esta via, São Boaventura corrobora: “Francisco, homem evangélico, desceu do monte, trazendo a imagem do crucificado, não esculpidas em tábuas de pedras ou de madeiras pela mão de algum artífice, mas reproduzida em sua própria carne pelo dedo de Deus vivo”.
São Francisco recebe os estigmas em setembro de 1224, no Monte Alverne, com estas marcas confirma a sua grande imitação a Cristo, sendo o primeiro entre os santos, a receber os sinais do crucificado. Portanto, estes sinais só fizeram aumentar a sua fé, mostrando que também devíamos sentir as dores de Cristo, porém, foi bastante discreto com estes sinais, só puderam ver quem estava com ele no Monte Alverne, após a sua morte todos viram as marcas de pregos no seu corpo. Como poderíamos compreender este fato? Seria uma utopia psicológica? Para muitos estudiosos, Francisco é considerado o homem do milênio, aquele que mais imitou a Jesus, a ponto de se colocá-lo no seu lugar.
PAZ E BEM! FREI ROBERTO PEREIRA,OMFCAP.
Rezemos: Senhor fazei-me instrumento de vossa paz... oração completa na lateral do blog.
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sábado, 29 de setembro de 2007

5ª - A RELAÇÃO DE SÃO FRANCISCO COM TODA CRIAÇÃO.


"São Francisco: É tempo de Confraternização Universal"

São Francisco, referência ainda hoje para todos aqueles que procuram um novo jeito de relacionar-se com o outro, com a natureza, com todos aqueles que sonham com uma confraternização universal. Em Francisco de Assis encontramos valores que foram esquecidos por nós com o decorrer dos anos. A interligação entre o exterior e o interior, entre o mundo e o espírito faz da espiritualidade franciscana um elo para uma irmandade universal. Nada mais franciscano do que o respeito a cada pessoa, a cortesia com quem está do nosso lado, com as criaturas divinas, com o nosso sol de cada dia , com a lua que nos agracia.
Celebrar São Francisco a cada 04 de outubro é celebrar a encarnação da jovialidade do cristianismo, é celebrar a alegria, a música, a fraternidade, o abraço. È acordar a cada dia 04 de outubro e perceber o quanto é bom aquilo que Deus fez e que apesar dos grandes desafios que nos atormentam, um outro mundo nos chama a ser construído, pois Cristo nos convida a entrar na ciranda do reino e com Francisco e Clara darmos passos na dança da caminhada conjunta em vista da realização do Kairós, do Tempo da Graça..
Então irmãos, irmãs, seguindo os passos de Cristo no ritmo do caminhar do Pai Seráfico, estamos nós a derramar amor por todo mundo se fazendo irmão, se dando as mãos...numa só canção...Senhor fazei-nos instrumentos de vossa Paz...
Paz e Bem! Frei João Paulo, Ofmcap.


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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

4ª - A RELAÇÃO DE SÃO FRANCISCO COM O OUTRO.


Toda a vida do Pobrezinho de Assis foi uma profunda relação: consigo, com Deus e com o outro. Espelhando-se na Trindade Santa, relação por excelência, modelo perfeito de comunhão, de respeito, de diálogo, Francisco vai compreendendo que sua vida pode ser um reflexo da relação entre o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Por isso, na sua nova maneira de viver, inspirada pelo Espírito do Senhor, Francisco escolhe a vida fraterna como possibilidade de realização de sua dimensão humana, de sua pessoalidade. A fraternidade é o lugar privilegiado da construção da semelhança de Deus. E o resultado logo foi percebido pelos confrades, pelo povo, pela Igreja: ele se tornou um Cristo redivivo.
Se perguntássemos ao Pai Seráfico, qual foi o segredo de sua felicidade aqui na terra, ele diria, certamente, sem medo de errar: foi o outro. O outro, para ele, não era um inominável, um anônimo, mais um na massa, afogado nas indiferenças que permeiam as relações atuais, mas o outro tinha rosto e nome: era um irmão. “Francisco mesmo diz: depois que o Senhor me deu irmãos...” Essa consciência de que o outro era irmão, mudou a vida dele. Daí nascem muitas conseqüências: temos um pai em comum, temos uma origem em comum, temos um destino comum, temos uma relação que transcende os laços sanguíneos... Somos irmanados no próprio Deus. Por isso, o apelo de Francisco para que todos os frades fossem irmãos menores... A relação de Francisco com o outro (irmão) se dava pela dimensão da minoridade, do serviço, do prazer em proporcionar o bem estar ao outro pelo outro mesmo.
O outro, ainda, era tudo que transparecesse o amor e a gratuidade de Deus Criador: os homens e mulheres e a natureza... Tudo era irmão! Até a morte era irmã... Francisco foi integração total! Tendo Deus como o seu absolutamente Outro, conseguiu compreender isso na dimensão do outro (irmão) e, por isso, equilibrou a totalidade do seu ser... Como todo ser humano é uma unidade psicossomática (corpo-alma-espírito), podemos afirmar, sem medo algum, que São Francisco conseguiu atingir essa perfeição humana. Portanto, se ele foi capaz, nós também podemos sê-lo. Afinal, nossa consagração batismal nos vocacionou para a santidade. Mas, Francisco mostrou o caminho: ter Deus como o seu máximo Outro; o irmão, também, como um outro concreto que preciso cuidar e amar, pois resplandece a imagem e semelhança do Outro-absoluto, e acolher-se como um fragmento desse Deus sumamente Bom e Digno de ser louvado, adorado e servido. Viva as relações inter-pessoais... Deus é comunhão, nós também somos!
Paz e Bem! Frei Mário Sérgio, Ofmcap.
Prece: Para que a exemplo de São Francisco reconhecamos o outro sempre como um dom de Deus para nós.
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